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segunda-feira

Aprendizados sobre viajar no frio

Se você como eu, é uma pessoa friorenta, mas mesmo assim quer muito ver neve em alguma das suas viagens, eu preciso te contar um negócio: é bom se planejar! Em dezembro de 2024 eu e minha irmã fomos pra Nova York e depois pra Montreal e Ottawa no Canadá. Compramos jaquetas, roupas térmicas, gorros, luvas e eu achei que a gente estivesse preparada, mas a verdade é que precisei aprender muita coisa sobre lidar com (muito) frio, lá na hora mesmo. Espero que, com esse post, você não precise descobrir essas coisas no susto como aconteceu comigo.


Roupas Térmicas
Nessa viagem eu peguei temperaturas de 5ºC até -12ºC e as roupas térmicas foram bem importantes e úteis. Saí de São Paulo com duas blusas, duas calças e três pares de meias térmicas e elas foram usadas quase todos os dias. Pra que essas peças térmicas consigam cumprir o seu papel, elas precisam estar em contato com a pele. Não adianta, por exemplo, botar uma brusinha normal e a blusa térmica por cima. A peça térmica precisa ser sempre a primeira coisa que você veste depois da calcinha e do sutiã (ou da cueca). Pode usar duas meias? Deve! Mas vista a térmica primeiro e a normal depois. A única peça que eu usei menos foi a blusa, mas depois de chegar no Canadá ela também virou obrigatória. É interessante já deixar um conjunto de roupas térmicas na mala de mão que vai com você no avião, assim você chega no aeroporto e já sai dele com as roupas térmicas por baixo de todo o resto que você estiver usando, porque, acredite, vai ser necessário. Compramos as nossas na Decathlon em São Paulo.

Um dos conjunto de roupas térmicas
com calça, blusa e um par de meias.

Gorros, Luvas e Cachecóis
Todos eles são importantíssimos! Aliás, se você já quiser levar um abafador de orelha também pra não precisar pagar U$10,00 em um, como foi o meu caso, é uma ótima ideia. Meus gorros mais basiquinhos deram conta do recado nesse caso, a minha preocupação era aquecer as orelhas então acabei usando mais o abafador que comprei em Nova York do que os gorros que eu levei de São Paulo. Mas imagino que pra temperaturas mais baixas, é interessante comprar gorros com forro e até usar a combinação de gorro mais abafador.



Sobre cachecóis eu me dei melhor com os que são mais largos, assim eu conseguia cobrir boa parte do rosto com eles. Esquece aqueles cachecóis de lã com pontos largos porque eles são bem furadinhos e não ajudam a segurar o vento e o frio. Eu levei um assim e foi útil, mas porque ele é bem comprido então eu conseguia dar duas voltas nele então ele ficava mais parrudo.



As luvas renderam toda uma saga a parte nessa viagem! Levei um par de luvas que tinha tecnologia touch no dedão e indicador, ou seja, dava pra usar o celular sem tirá-las, mas isso não foi nem um pouco útil porque elas eram muito fininhas. Eu acho que errei e comprei as que devem ser usadas por baixo de outras luvas maiores e potentes. Com isso, acabei comprando a primeira luva que eu vi na frente numa H&M, mas só tinha uma opção de tamanho e ficou muito grande pra mim. Com certeza era melhor dos que as que eu tinha levado, mas foi na terceira luva, que eu entendi que ela precisa estar justinha na sua mão e em contato direto com a pele, pra ela te esquentar de verdade. Comprei um par de luvas de lã com os dedos cortados, mas com um tipo de "capuz" pros dedos, que você pode escolher usar ou não, e pra quando você não estiver usando, tem um botão pra prender esse capuz e ele não ficar atrapalhando. Então as minhas mãos finalmente ficaram quentinhas e eu conseguia usar o celular com mais facilidade. Nessas de usar luvas capengas, tive queimadura de frio nas duas mãos. Dói menos e por menos do que queimadura de sol, mas a pele fica SEQUÍSSIMA e sensível por bastante tempo. Tive que hidratar bastante até as minhas mãos voltarem ao normal.

Da direita pra esquerda, a primeira luva, a segunda
e a terceira que finalmente resolveu o frio nas
minhas mãozinhas.

Jaquetas
O negócio é levar com você as suas jaquetas mais quentes (não esquece das blusas de lã também). Em lojas como a Decathlon você encontra jaquetas com a indicação de até qual temperatura elas aguentam. Mas nessa viagem eu descobri que existe uma diferença entre casaco de frio e casaco de neve. Em Nova York levei os casacos mais quentes que eu já tinha e uma jaqueta que comprei na Decathlon que aguentava até -5ºC e deu tudo certo. Mas o máximo de neve que pegamos em Nova York foram três minutos de uma neve bem fininha que até deixou todo mundo na dúvida se era de verdade ou alguma loja rs. 

No Canadá já chegamos com as cidades todas cobertas de neve, então a sensação térmica muda muito. Tivemos que pegar casacos de neve emprestados da amiga moradora de Montreal. Eles são bem mais pesados, forrados, tem capuz e são bem mais caros. Se você já sabe que quer investir em um, ele vai ser muito útil na sua viagem, mas se, como eu, você não ta nesse pique, descobri que existem algumas empresas de aluguel de roupas pra neve. Não vou indicar nenhuma porque pudemos contar com a ajuda das amigas e não precisamos desse serviço, mas ele pode ser muito útil.

Na ponte do Brooklyn
com a jaqueta de -5ºC.
No observatório de Montreal já
com o casaco de neve emprestado.


Calças
Se você estiver com a calça térmica por baixo, arrisco dizer que, pelo menos nas temperaturas que eu peguei, a calça de cima não faz tanta diferença assim. Com isso, eu quero dizer que pode ser, por exemplo, uma calça jeans e não uma calça levinha que você poderia usar como saída de praia. Mas calças de moletom e até leggings são melhores e ficam mais confortáveis, afinal você vai precisar de pelo menos duas calças todos os dias então esses tecidos te dão mais liberdade.

No Central Park com uma calça
jeans por cima da calça térmica.

Na Grand Central Station
com calça de moletom.

Sapatos
Eu e a minha irmã levamos dois pares de tênis e eles deram conta do recado, mas aprendemos alguns truques andando na neve. Prefira tênis que a maior parte deles seja feita de couro ou borracha, porque, se for só tecido, a umidade e o frio vão passar pro seu pé e aí já viu né? Mas não sentimos a necessidade de comprar botas de neve porque não ficamos andando tanto tempo assim na neve. E descobri que, pra tênis de couro, a neve até ajuda a dar uma limpadinha neles rs.



Skincare
Se você acha que skincare é um tema secundário quando se fala de viajar no frio, saiba que você está redondamente enganado! Qualquer pedaço de pele que fica exposta a uma temperatura muito baixa ou negativa sofre bastante. Eu levei hidratantes facial e labial que uso no dia a dia e eles certamente não foram suficientes, tanto em potência quanto em quantidade.

Seguindo as instruções da amiga moradora de Ottawa, comprei o hidratante labial da Aquaphor que encontrei bem fácil numa CVS. Ele é super macio e hidratou muito mais do que o outro que eu tinha levado. É importante sempre levar o hidratante labial com você pra ir reaplicando durante o dia conforme você sentir necessidade. A cada paradinha em um lugar fechado eu reaplicava porque os lábios ficam bem secos e doloridos durante o dia. Em Nova York consegui me virar com o hidratante facial que eu tinha levado mesmo, mas aplicando em quantidade e toda noite antes de dormir. Mesmo assim eu sentia a pele arder um pouco e, depois do banho o meu rosto ficava sempre MUITO seco. No Canadá, graças ao bom senhor, tive ajuda da amiga moradora de Montreal que é especialista em skin care e forneceu hidratantes específicos pro dia e pra noite.

É importantíssimo não esquecer do protetor solar no rosto todos os dias, estando nublado ou não! Você já vai expor a sua pele a bastante coisa e uma delas não precisa ser queimadura de sol. Aliás, se estiver sol e você for andar na neve, lembre que a neve reflete a luz do sol aumentando exponencialmente as chances de gerar uma queimadura de sol. Não vou te dizer especificamente quais produtos usar porque eu não sou especialista, mas saiba que é importante pesquisar e levar produtos potentes pra evitar essa sofrência toda. Além da skincare lembre também de beber bastante água pra manter o corpinho, como um todo, hidratado.

Zero maquiagem com a pele
já começando a se recuperar.

Em resumo, acho que esses foram os meus principais aprendizados viajando nas temperaturas mais baixas que eu já peguei na vida. É importante se preparar e, passear nesse frio todo, é mais complicado mesmo, mas realizar o sonho de ver a neve foi incrível e mágico. Tudo valeu a pena!

quinta-feira

O Poder dos Comentários Inocentes

Foto de Craig Whitehead na Unsplash


Você, que está lendo esse texto, provavelmente me conhece pessoalmente ou sabe sobre os meus valores e como eu penso, através das minhas redes sociais. Já ouvi muitas vezes que eu aparento ser muito confiante, muito segura, com relação a minha imagem e eu fico feliz de ouvir isso por dois principais motivos:
1. Deus sabe que a militância gorda precisa de pessoas seguras e empoderadas pra ir pra frente. Gosto de pensar que eu sou uma dessas pessoas.
2. Isso significa que o "fake it till you make it" (algo como: finja até ser real) existe e funciona!

É o seguinte: acho que em comparação a muitas pessoas eu estou sim em um lugar de aceitação e autoconhecimento avançado o suficiente pra mandar, com autoridade, a vozinha da insegurança calar a boca. Mas o que acontece é que mesmo assim, a vozinha continua lá! Todo dia, o tempo todo, 24 horas por dia, 7 dias por semana! E qualquer, preste atenção, QUALQUER influência externa pode devolver força à essa vozinha com muita facilidade. Eu to lá, botando pedrinha por pedrinha na minha escada em direção ao amor próprio e à aceitação e o primeiro "nossa, mas você é tão linda! já tentou emagrecer?" tem o poder de varrer muitos dos degraus que eu demorei ANOS pra construir! 

E esse foi só um exemplo, essa influência externa pode vir de muitas maneiras: na forma de um comentário maldoso sobre outra pessoa gorda que não é você, mas que você estava lá pra escutar, na forma de um elogio por você ter emagrecido quando na verdade você só estava usando uma roupa mais soltinha, na hora de tirar uma foto quando alguém fala "tem que murchar a barriga pra foto hein?", na forma de uma montagem de "antes e depois" no Instagram... eu poderia continuar essa lista pra sempre!

O que eu quero dizer é: pra muita gente, autoconfiança é um negócio assustadoramente frágil! Um único comentário, uma frasezinha inocente pode desencadear dias de dúvida interna e aflição. Afinal de contas, se tem tanta gente me dizendo que é só eu emagrecer, que é só ter força de vontade e que a minha vida vai melhorar infinitamente depois que eu chegar no """peso ideal""", deve ser verdade não é mesmo? Quando na realidade isso só gera pessoas que estão esperando o """peso ideal""" pra começar a viver, pra se permitir ser feliz, pra aceitar a afeição dos outros. E é isso que eu gostaria que as pessoas lembrassem sempre que estivessem prestes a fazer qualquer tipo de comentário sobre a aparência física de qualquer pessoa ou sobre aparência física no geral mesmo. Você não sabe como as pessoas ao seu redor vão receber seus comentários, você não sabe como uma pessoa que é querida pra você vai digerir as suas palavras.

Estamos vivendo em uma época em que é nossa obrigação saber que o que a gente fala tem poder! Que as nossas palavras sempre irão atingir alguém de uma forma ou de outra! E, na verdade, independente da época, essa só deveria ser a regra mesmo.

segunda-feira

O Rolê na Maria Fumaça de Campinas

Já tem bastante tempo que eu tinha vontade de fazer o passeio de Maria Fumaça saindo de Campinas, ainda mais com a opção de tomar um café da manhã a bordo do trem a vapor. Esse ano, decidi comemorar meu aniversário curando a minha senhora anterior, matando essa vontade.


Fiz com o meu namorado, o passeio que sai da estação de Anhumas em Campinas e vai até Jaguariúna. Pegamos a opção de passeio com café da manhã no vagão restaurante. Chegando na estação, fomos instruídos a passar na bilheteria pra pegar as pulseirinhas que nos dariam acesso ao vagão certo. Enquanto a gente esperava o horário de embarcar no trem, exploramos um pouco da estação vendo a maquete que fica logo na entrada, os produtinhos que estão a venda, o vagão do maquinista que fica em uma das pontas da plataforma pra gente já admirar e o próprio espaço da estação que tem bastante natureza. Menção honrosa pra gatinha que estava dormindo em um dos bancos.



Um pouco antes do embarque, tinha um grupo com sanfona, pandeiro e surdo, tocando músicas bem populares pra entreter o pessoal e uma pessoa dando informações sobre a história e o funcionamento da Maria Fumaça. O embarque começou às 10h e foi super organizado. No vagão restaurante, encontramos a nossa mesa com uma plaquinha com o meu nome e algumas coisinhas pra já beliscar antes do trem sair.


O café da manhã em si é bem simples, mas bem servido, a gente pode repetir tudo o que quiser. Tem café, leite, suco, achocolatado, lanchinhos, bolachinhas, salgadinhos, etc. No caminho, um guia vai contando curiosidades e fatos históricos sobre a região conforme a gente vai passando pelas fazendas, pontes e rios. E também teve degustação das cachaças que eles vendem, são tantas que a gente até desistiu da degustação no final pra não dar ruim rs.



Chegando em Jaguariúna, a gente faz uma parada de uma hora e meia. O trem já para em frente a um restaurante que fica na estrutura da antiga estação. Tem uma feira pequenininha de artesanato e algumas comidinhas (eu comprei bolo de rolo) e um museusinho com itens que eram utilizados nos trens e estações. Eu adorei o museu, é muito legal pensar como cada coisa ali era utilizada e como era a cultura da época e da região. Depois de passear nesse complexo, aproveitamos o calor pra dividir uma cerveja em uma das mesas do restaurante.



Tanto a chegada quanto a saída de Jaguariúna, nos mostraram que a Maria Fumaça é um acontecimento na cidade. Quem está nas ruas da tchau pra quem está no trem, todo mundo pega o celular pra filmar o trem passando e nós fomos recebidos pelo pessoal que vende seus itens na feirinha, até com plaquinha de boas vindas. A volta foi em um vagão normal de passageiros que já estava decorado pro Natal. A gente prestou atenção pra sentar do lado diferente da ida, pra ver outras coisas. Os músicos que animaram o embarque, também animam a volta tocando em todos os vagões e passando o chapéu pra arrecadar algum dinheiro.


É um passeio muito gostoso! A responsável por toda a estrutura é a ABPF, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária que tem equipe voluntária e toda a renda gerada com os passeios, compra de produtos, etc, é revertida à preservação dos trens e estações. É um trabalho muito legal e é muito bacana ver o esforço das pessoas em preservar a história da região, que foi tão afetada pelos trens. A minha única consideração é que achei o café da manhã muito caro, pras opções disponíveis de comida e bebida. Se eu fosse de novo, faria o passeio normal e deixaria pra almoçar em Jaguariúna. Aliás, se soubesse antes o tempo que teríamos em Jaguariúna, também teria pesquisado o que mais tem ao redor da estação pra bater uma perninha. 

Aqui tem o site com todos os detalhes sobre a Associação e as opções de passeios.

quinta-feira

O que aprendi sobre unhas postiças

Eu sempre adorei unhona! Quando era pequena colocava unha postiça pra brincar. Mas quando a gente cresce, fica tonta né? Então, por muitos anos tive vergonha de usar unha postiça, achava que ia ficar muito artificial, que iam reparar e achar feio, etc.

Mas, no final de 2022, algo mudou e eu decidi testar usar uma unha postiça de novo. E foi muito divertido! Não sei explicar direito o que faz com que essa experiência seja algo divertido pra mim. Acho que eu me sinto estilosa, bonita, não sei. Mas desde então, o uso de unhas postiças virou algo mais frequente na minha vida, eu aprendi várias coisas sobre elas e fiquei com vontade de compartilhar, então bora.

Comprimento
Acho que a primeira coisa, e talvez a mais importante pra se atentar é ao comprimento da unha. A maior parte das que eu usei, eu comprei na Shein e, na descrição do produto tem o comprimento. Ao longo do tempo fui testando e descobri que o tamanho máximo que eu gosto de usar e não me impede de fazer tarefas do dia a dia, como lavar uma louça, é 18 milímetros (olhando pro tamanho da maior unha do conjunto). Se eu compro uma de 23 milímetros eu já sei que vou usar durante uma festa e vou tirar assim que chegar em casa. Minha dica pra saber o tamanho certo é: não se baseie pelas fotos do produto, só confie na descrição.

Essa unha tem 18 milímiretos

E essa tem 23


Durabilidade
O tempo que a unha postiça fica colada na unha natural, vai depender do que você usou, pode ser adesivo ou cola. Apesar de já ter ouvido que a cola faz com que a unha dure mais, até agora, eu tenho preferido usar adesivo porque acho menos agressivo na hora de tirar. Mas só usei cola uma vez, então não posso dar muitos depoimentos sobre essa opção. 

Já o adesivo, costuma durar uma semana. Eu faço tudo normalmente, lavo louça, tomo banho, limpo a casa, etc e o adesivo segura bem. Depois do banho o adesivo pode dar uma amolecida, mas é só passar alguns minutos já volta a fixar bem. Nas minhas experiências, depois de sete dias, algumas unhas já começam a levantar.

Imagino que a vantagem da cola é que, se uma unha cair é só colar de novo, mas, pra fazer isso com o adesivo, vai exigir que você pegue um adesivo de uma cartela nova, o que pode desfalcar o próximo uso dessa cartela.

Uma coisa que eu fazia as primeiras vezes que usei unhas postiças, era lixar um pouco a superfície da minha unha natural, pra dar mais textura e mais aderência pro adesivo, mas parei de fazer isso e não senti diferença nenhuma, então acho que não precisa. Mas sempre passo um algodão com acetona ou removedor pra tirar qualquer oleosidade das unhas.



O que vem com as unhas
Quando a gente compra uma caixinha de unhas postiças, normalmente vem 24 unhas, ou seja, 12 pares de tamanhos diferentes. Tem caixinhas que vem só com as unhas, outras já vem os adesivos colados nas unhas, outras vem com duas cartelinhas de 12 adesivos e uma lixa junto (que eu nunca uso). Até agora eu nunca consegui encontrar nenhuma indicação na embalagem do que tem ou não tem dentro (além das unhas e tal). As da Shein costumam vir com as cartelas de adesivo e lixa. As que eu comprei em perfumaria, normalmente vem só as unhas, mas como as da Shein vem com duas cartelas de adesivo, eu sempre fico com adesivo extra e uso nessas que vem sem nada. Algumas também tem um lencinho umedecido pra gente usar pra tirar a oleosidade antes da aplicação.

Como aplicar
Falando sobre a minha experiência, usando unhas que vem com a cartela de adesivo, eu costumo fazer assim: primeiro vou medindo os tamanhos pra ver qual fica melhor em cada unha. A grande maioria das que eu comprei tem, na ponta da parte de baixo (a parte que fica colada na nossa unha natural), um número indicando o tamanho. É bem pequenininho e as vezes parece que não tem, mas, no geral, ele está lá, então vou usando essa indicação pra encontrar os pares.

Depois que separei os tamanhos certos, começo a colar os adesivos nas unhas postiças. Sempre começo do menor pro maior porque, mesmo que o adesivo seja um pouco menor do que o espaço da unha postiça, ele vai fixar bem e eu acho melhor do que sobrar adesivo pra fora porque é bem chatinho pra tirar depois. Pra colar o adesivo, eu costumo encaixá-lo no formato da unha e depois pressiono no meio pra ele colar.


Quando já colei os adesivos em todas as unhas postiças, faço o processo de passar um algodão com acetona ou removedor em todas as minhas unhas naturais pra tirar qualquer oleosidade, espero secar e aí começo a colar as unhas postiças de fato, também, sempre começando da menor para a maior porque, dependendo do comprimento da unha do dedão, ela vai deixar impossível tirar a película do adesivo rs. Então é importante ter pelo menos um dedão livre pra fazer isso, até o final do processo. E aí é só colar! As recomendações que eu já li por aí são de pressionar a unha por um tempinho pro adesivo aderir bem. Mas a verdade é que eu fico pressionando as unhas o tempo todo, sempre que eu estiver usando rs.

Como retirar 
Novamente, falando sobre unhas postiças aplicadas com adesivos, eu já tentei tirar de vários jeitos diferentes, mas o que funcionou melhor, e que é recomendado por alguns fabricantes, é mergulhar as unhas em água morna por um tempo (uns 5, 10 minutinhos já resolve) e depois puxar a unha postiça com cuidado, pra frente e não pra cima. Percebi que tem menos chances de danificar a unha postiça (e aí a gente pode usar a mesma unha mais de uma vez). As vezes também ajuda dar uma forçadinha na parte da unha que fica perto da cutícula pra ela começar a descolar, ai fica mais fácil  pra puxar o resto. Pra tirar o adesivo, tanto da unha natural quanto da postiça, é só ir empurrando com cuidado que ele sai bem fácil.

A única vez que usei cola, pesquisei como tirar e tive embrulhar todas as unhas com algodão com removedor e papel alumínio por alguns minutos, pra dissolver a cola, o que eu achei bem chato e é um processo que estraga a unha postiça.

Essa foi a primeira unha que eu usei pra testar

Essa foi a mais feia rs

E essa foi a preferida até agora

Acho que, até o momento, esses foram os meus conhecimentos adquiridos sobre unhas postiças. Se você, como eu, também tem vontade de usá-las, espero que esse texto te ajude e que seja um processo divertido pra você também.

segunda-feira

O Beto Carrero World é a Disney BR?

Eu tive medo de parques de diversão a minha vida inteira. Nunca me interessei e fugia das excursões de escola pro Playcenter e Hopi Hari. Mas, em 2019, no auge dos meus 28 anos, eu fui pra Los Angeles, onde tem parques tanto da Disney quanto da Universal e eu pensei "já gastei os tubos pra estar aqui, até parece que eu não vou arriscar ir nos brinquedos", e foi assim que eu descobri que na verdade eu adoro parques de diversão rs.

Ano passado realizei o clichezíssimo sonho de ir pra Orlando e a saudade da Disney e dos outros parques foi tanta que, em abril de 2024, decidi ir pro Beto Carrero World (já que dinheiro não ta dando em árvore não é mesmo, amigos?). Durante os meus dois dias visitando o parque, aprendi bastante coisa. E senti que falta conteúdo do Beto Carrero por aí, muito diferente de Orlando que tem todo tipo de dica, até sobre qual fila de brinquedo é mais interessante pra dias de chuva (juro!). Então, cá estou dando a minha humilde contribuição pros colegas viajantes que também querem ir pro Beto Carrero World, mas não encontram muitas informações por aí.

Antes de começar a falar do parque em si, acho importante mencionar que ele fica em Penha, uma cidade do litoral de Santa Catarina, que tem praias deliciosas pra conhecer. Então vale muito a pena reservar um tempo da viagem pra isso. Eu mesma reservei dois dias e fiz dois passeios diferentes: a remada com tartarugas e o passeio de buggy por praias e mirantes, os dois com a Penha Passeios.




Agora, falando sobre o parque de fato, pensei em dividir o assunto em alguns temas: lotação, atrações, shows, comida e bebida, aplicativo e coisinhas que incomodaram. E também acho válido mencionar que eu fui sozinha, então foi uma experiência diferente da que pode ser quando você vai com mais pessoas.

Lotação
Eu fui no parque nos dias 04 e 05 de abril, quinta e sexta-feira. A ideia era ir fora de temporada e evitar o final de semana, tudo pra pegar o parque o mais vazio possível. Mas mesmo assim, achei que a quinta-feira foi um dia bem cheio, eu fiquei, tranquilamente, mais de 1 hora na fila de cada um dos dois primeiros brinquedos que eu fui (Tigor Mountain e Raskapuska). Acho que o que piorou a situação era que tinha excursão de um colégio naquele mesmo dia. Em todos os brinquedos que eu fui tava lá o pessoal com uniforme da escola. Mas na parte da tarde, quando tem os shows, deu uma aliviada boa no tempo de fila.

A sexta-feira já foi bem mais tranquila. Tive que esperar na fila para todos os brinquedos (menos em uma das idas na Star Mountain que eu dei sorte e fui sem fila), mas acho que não fiquei mais de 40 minutos em nenhuma fila. A história de aproveitar a tarde pra ir nos brinquedos enquanto as pessoas estão nos shows funciona, mas não quer dizer que você não vai pegar fila, só quer dizer que elas serão menores. Mas os shows são bem legais e acho que vale a pena assistir a maior parte deles.

Atrações
Depois da Tigor Mountain, que é uma montanha russa bem tranquilinha que dura uns 40 segundos e da Raskapuska que é um brinquedo infantil, no estilo de It's a Samall World da Disney, eu larguei mão de ir nos brinquedos pra criança e foquei nos mais adultos. A descrição da Raskapuska no site do parque é essa: "Embarque na expedição do Raskapuska, navegue em um tronco de árvore pelo interior de uma gigantesca montanha e deixe a magia levá-lo a mundos fascinantes, repletos de música, cores, fantasia e maravilhosas surpresas.". Eu achei que seria uma gracinha então fui! Mas a atração claramente é bem antiga e precisa de mais cuidados, os bonecos ficam rangendo, estão com as cores desbotadas e a atração tem até um cheiro esquisito de coisa velha rs. Então qual foi o aprendizado aqui? Que as atrações super infantis da Disney são legais pra todo mundo porque tem a nostalgia da nossa infância! E porque, no geral, estão mais bem cuidadas também.

Mas depois que abri mão desses brinquedos mais infantis tudo ficou MUITO legal! Fui na FireWhip que é a primeira montanha russa invertida do Brasil. O carrinho fica preso nos trilhos pela parte de cima e os nosso pés ficam livres, o que faz os loopings serem bem doidos. Adorei! Mas ela da bastante tranco. A Star Mountain é uma montanha russa mais clássica, mas bem legal também (eu fui duas vezes), tem o Madagascar Crazy River Adventure que é tranquilinho, mas muito divertido, o Tchibum que tem duas quedas e molha bastante, o Super Soaker Blast que são carrinhos com arminhas de água pra gente atirar nas pessoas que estão tanto dentro quanto fora do brinquedo e é bem legal... mas os meus preferidos foram o Rebuliço, que é uma das atrações mais novas do parque. Ele tem braços que giram até dar uma volta 360º e a gente fica de ponta cabeça por bastante tempo até. E o Spin Blast que é tipo um disco gigante em que a gente senta na beirada dele, virados pra fora, aí ele gira e percorre um caminho com duas ondas, aqui tem um vídeo que da pra ver como é.

Pra dias de parque muito cheio (em alta temporada, férias escolares e tal) eu chuto que deve ter até pouco brinquedo pra muita gente. Mas os que eu consegui ir (fora os dois primeiros rs) eu adorei!!



Shows
Os shows acontecem a partir do meio dia, durante toda a tarde. Dos que eu consegui assistir o mais legal foi o Hot Wheels Epic Show em que tem pilotos fazendo muitas manobras com carros e motos. Além das manobras em si serem bem legais, o apresentador e os pilotos agitam bastante o pessoal que ta assistindo. Tem o Excalibur que, enquanto você almoça (um combo de hambúrguer, batata e refil de bebida que tava bem gostoso), tem a encenação de um resumão da história dos cavaleiros da távola redonda e é bem divertido também (o Excalibur é pago a parte, fora o valor do ingressos pro dia e fica R$100,00). Dependendo de onde você senta pra almoçar, você fica na torcida de um cavaleiro diferente (eu fiquei na torcida do Lancelot) e o apresentador fica puxando as torcidas o tempo todo. Também fui no O Sonho do Cowboy que é um musical de uns 40 minutos com a história de um cowboy (no caso, o Beto Carrero) que ajuda a livrar a cidade de um bandido e seu bando. E também consegui ver o show atual de encerramento, No Ritmo de Trolls que é lindíssimo e acontece na praça central do parque. Vários personagens da DreamWorks se reúnem pra ajudar a inspirar a troll Poppy pra ela conseguir voltar a cantar. O final vira um festão com fogos de artifício e todo mundo levanta pra dançar.

E eu ainda perdi o Madagascar Circus Show (que parece ser muito legal) e o Acqua. E, não é necessariamente um show, mas quando você pega o trem na estação João Alves de Queiroz também tem um teatro, e esse eu fiquei bem triste de ter perdido porque quando fui pra fila, já era o meu último dia de parque, e eles já tinham fechado a atração.

Outra atração que não é um show, mas acho que cabe aqui é o Portal da Escuridão. É tipo aquelas "casas do terror" que tem vários cenários com atores te assustando. Eu nunca tinha ido em algo assim antes e achei bem divertido. Levei susto e deu aflição, mas foi divertido rs. Então não sei se sou a melhor pessoa pra dizer o quão boa é essa casa do terro específica. Mas achei as maquiagens muito bem feitas e os ambientes bem legais também. Tinha desde exorcismo até hospital abandonado. Essa também é uma atração paga a parte e fica R$25,00.



Comida e bebida
Eu não me planejei muito pra comer no parque, o que, no meu caso, deve ter sido até bom porque a praça de alimentação estava fechada e os restaurantes que estavam abertos eram os que ficam espalhados pelo parque, então nem me frustrei de não conseguir comer em algum lugar específico.

Tem restaurantes temáticos como uma hamburgueria de Nerf ou da Hot Wheels (da pra assistir o show da hamburgueria), tem lugar que faz cachorro quente, pastel e comida mexicana também. O que mais me marcou foi o almoço no Excalibur e a porção de nachos que pedi no Mexicano (o nome do restaurante é 'Mexicano' mesmo) que era enorme e estava uma delícia.

Mas, sem acesso à praça de alimentação, fiquei com a impressão de que só tem "comida de parque", não encontrei muita opção pra uma refeição mais tranquila (mais saudável rs) ou mesmo mais refinada. Mas acho legal que tem coisas bem brasileiras tipo o pastel de feira (que é anunciado assim mesmo, como "pastel de feira") e cachorro quente com um monte de coisa (porém, sem purê, pra tristeza dos paulistanos). Como muitas pessoas de fora do Brasil visitam o parque, imagino que isso deve ser interessante pra eles também.




O aplicativo
O Beto Carrero World tem um aplicativo próprio com o mapa do parque, informações sobre os serviços, banheiros, horário dos shows, tempo de fila dos brinquedos, etc. Mas o app ainda tem muito pra melhorar. O mapa não funciona como um Google Maps que mostra você se deslocando, ele só consegue mostrar onde você está e onde estão as atrações. Pra mim, que não tenho senso de direção nenhum, ele não foi muito útil. Acabei usando o próprio Google Maps em alguns momentos que tem a informação de várias das atrações no parque.

Acho que vale baixar, principalmente pra ver os horários dos shows e o tempo de espera das filas, mas só.

Coisinhas que incomodaram
Tiveram algumas coisas que não tem relação com o cuidado do parque que me incomodaram e que eu acho válido mencionar. Como o fato de que eles colocam o hino nacional pra tocar no início do dia, antes de liberar as atrações. A recomendação é levantar e se virar pra bandeira pra cantar o hino. Nem a Disney, que é o auge do orgulho estadunidense e tem trocentas bandeiras dos Estados Unidos espalhadas pelo parque, faz esse tipo de coisa. E a gente bem lembra que em 2022 teve promoção pros eleitores do Biroliro, e depois teve promoção pros eleitores do PT bem no dia do segundo turno pra evitar que as pessoas fossem votar... então você imagina a energia na hora do hino tocando. Um horror!

Além disso, durante O Sonho do Cowboy, tem alguns estereótipos bem ultrapassados que deixaram até difícil curtir o show (mesmo com a qualidade do elenco). Tem uma pessoa com nanismo que aparece no comecinho do show só com o intuito de provocar algumas risadas, tem índia branca e índio falando português errado (fiquei até na dúvida se eu deveria usar o termo correto, indígena, aqui ou não). Salvou um pouco com uma drag queen como dona do saloon na história. Mas sei lá, gente, da pra brincar com o tema de faroeste sem ofender ninguém sabe?

E, apesar dos cavalos que aparecem tanto no Excalibur quanto no Sonho do Cowboy serem belíssimos e muito bem treinados, fiquei pesando o quanto aquela quantidade de barulho deve incomodá-los.

Extra: os personagens da DreamWorks
Além de aparecerem no show de encerramento do dia e em alguns outros shows, os personagens da DreamWorks também ficam até as 15h se revezando na praça pra tirar foto com os visitantes. Eu tirei foto com o Mort de Madagascar e com o Gato de Botas. Mas também tem o Shrek e a Fiona, o Biscoito, o Rei Julian, os pinguins de Magascar, o Megament e o Metro Man... e eu acho que também tem o Alex e a Glória de Magascar, mas eu só os vi no show de encerramento.

Interação com personagem é um negócio sempre muito divertido! Perguntei pro Gato de Botas o que a gente deveria fazer pra nossa foto e saiu isso:


Resumindo muito, essa foi a minha experiência no parque. Eu recomendaria? Com certeza! Com algumas ressalvas pra você já chegar no parque sabendo o que esperar e essas coisas não atrapalharem a sua experiência. Mas foi MUITO divertido, tem brinquedos muito legais e os funcionários são super solícitos. Eu não sei se eu iria sozinha de novo, mas se algum amigo disser que tem vontade de ir e me chamar pra ir junto, eu provavelmente volto sim.