Já tem bastante tempo que eu tinha vontade de fazer o passeio de Maria Fumaça saindo de Campinas, ainda mais com a opção de tomar um café da manhã a bordo do trem a vapor. Esse ano, decidi comemorar meu aniversário curando a minha senhora anterior, matando essa vontade.
Fiz com o meu namorado, o passeio que sai da estação de Anhumas em Campinas e vai até Jaguariúna. Pegamos a opção de passeio com café da manhã no vagão restaurante. Chegando na estação, fomos instruídos a passar na bilheteria pra pegar as pulseirinhas que nos dariam acesso ao vagão certo. Enquanto a gente esperava o horário de embarcar no trem, exploramos um pouco da estação vendo a maquete que fica logo na entrada, os produtinhos que estão a venda, o vagão do maquinista que fica em uma das pontas da plataforma pra gente já admirar e o próprio espaço da estação que tem bastante natureza. Menção honrosa pra gatinha que estava dormindo em um dos bancos.
Um pouco antes do embarque, tinha um grupo com sanfona, pandeiro e surdo, tocando músicas bem populares pra entreter o pessoal e uma pessoa dando informações sobre a história e o funcionamento da Maria Fumaça. O embarque começou às 10h e foi super organizado. No vagão restaurante, encontramos a nossa mesa com uma plaquinha com o meu nome e algumas coisinhas pra já beliscar antes do trem sair.
O café da manhã em si é bem simples, mas bem servido, a gente pode repetir tudo o que quiser. Tem café, leite, suco, achocolatado, lanchinhos, bolachinhas, salgadinhos, etc. No caminho, um guia vai contando curiosidades e fatos históricos sobre a região conforme a gente vai passando pelas fazendas, pontes e rios. E também teve degustação das cachaças que eles vendem, são tantas que a gente até desistiu da degustação no final pra não dar ruim rs.
Chegando em Jaguariúna, a gente faz uma parada de uma hora e meia. O trem já para em frente a um restaurante que fica na estrutura da antiga estação. Tem uma feira pequenininha de artesanato e algumas comidinhas (eu comprei bolo de rolo) e um museusinho com itens que eram utilizados nos trens e estações. Eu adorei o museu, é muito legal pensar como cada coisa ali era utilizada e como era a cultura da época e da região. Depois de passear nesse complexo, aproveitamos o calor pra dividir uma cerveja em uma das mesas do restaurante.
Tanto a chegada quanto a saída de Jaguariúna, nos mostraram que a Maria Fumaça é um acontecimento na cidade. Quem está nas ruas da tchau pra quem está no trem, todo mundo pega o celular pra filmar o trem passando e nós fomos recebidos pelo pessoal que vende seus itens na feirinha, até com plaquinha de boas vindas. A volta foi em um vagão normal de passageiros que já estava decorado pro Natal. A gente prestou atenção pra sentar do lado diferente da ida, pra ver outras coisas. Os músicos que animaram o embarque, também animam a volta tocando em todos os vagões e passando o chapéu pra arrecadar algum dinheiro.
É um passeio muito gostoso! A responsável por toda a estrutura é a ABPF, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária que tem equipe voluntária e toda a renda gerada com os passeios, compra de produtos, etc, é revertida à preservação dos trens e estações. É um trabalho muito legal e é muito bacana ver o esforço das pessoas em preservar a história da região, que foi tão afetada pelos trens. A minha única consideração é que achei o café da manhã muito caro, pras opções disponíveis de comida e bebida. Se eu fosse de novo, faria o passeio normal e deixaria pra almoçar em Jaguariúna. Aliás, se soubesse antes o tempo que teríamos em Jaguariúna, também teria pesquisado o que mais tem ao redor da estação pra bater uma perninha.
Aqui tem o site com todos os detalhes sobre a Associação e as opções de passeios.


















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