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quinta-feira

Como Dançar me Ajudou a Confiar mais no meu Corpo

Há quase dois anos, eu decidi começar a fazer aulas de Rockabilly! Muitas coisas me levaram à essa decisão, o gosto por esse tipo de música que me acompanha desde criança (brigada, pai), o meu momento de vida que pedia que eu encontrasse algo novo e só meu e a certeza de que, se eu não me sentisse bem, eu não precisava voltar. Não vou entrar (muito) no mérito de como aulas de dança podem ser opressoras pra gordos, só vou deixar a reflexão aberta aí.

Lembro que eu estava animada, mas apreensiva pra primeira aula! Eu queria muito que desse certo! Pedi desculpas pra todo mundo que dançou comigo, "oi! é minha primeira aula ta? desculpa qualquer coisa!", mas lembro de rir bastante, conhecer muita gente nova e quando percebi, a aula já tinha acabado. Parecia que tinha durado dez minutos!!! Voltei pra casa praticamente flutuando enquanto procurava um álbum com as músicas mais famosas do Carl Perkins na internet.

Foto por Diorandi Nagão

Continuei pedindo desculpas pras pessoas por mais umas quatro aulas. Mas aí tudo foi ficando muito natural, eu percebi que todo mundo estava aprendendo junto, comecei a me sentir parte daquele grupo, parte da "galera que dança". De lá pra cá já fiz mais dois cursos de dança e comecei outros três (entre mais algumas aulas experimentais e workshops)!

Uma situação muito específica me fez perceber que a relação com o meu corpo estava mudando por causa da dança. O Mamilos fez um episódio sobre gordofobia que você pode escutar clicando aqui. Esse programa (como quase todos os outros) gerou muita discussão, em especial, uma no grupo do podcast no Facebook em que um ouvinte, basicamente, pedia provas de que "ser gordo não é preguiça". Eu estava acompanhando toda a discussão mas decidi não me meter, até que a minha irmã disse que eu deveria contar a minha história pro tal ouvinte.

Foto por Diorandi Nagão

A minha história era a seguinte: estou fazendo aulas de dança, pelo menos duas vezes por semana, tenho saído todo final de semana pra dançar, fico quatro horas ou mais dançando direto. Senti meu corpo respondendo de forma positiva a isso, a minha resistência estava aumentando, meu fôlego melhorando. Mas eu não emagreci nenhum grama! Ou seja, meu corpo estava me dando sinais de que estava em melhor forma, sem, necessariamente, precisar da diminuição do meu peso pra isso. O cara invalidou o meu comentário muito rápido. Mas a partir daí, eu comecei a reparar ainda mais no meu corpo. Meu peso ainda é o mesmo de antes de eu começar a dançar, mas meu corpo tem feito tudo o que eu quero que ele faça! A minha insegurança com relação à alguns passos tem me impedido de avançar muito mais do que o meu corpo! Tem muitos passos que me fazem falar coisas como "eu, sou grande, cara, é difícil fazer isso!" e os amigos que dançam, constantemente me respondem com "é só ter confiança!" e, na maioria esmagadora das vezes, eles estão certos!

Foto por André Kanamura

Em suma, o que eu quero dizer é: quando você tem um corpo fora do padrão de beleza da sua época, você é ensinado que, primeiro, tem que conseguir o corpo padrão, pra só então merecer fazer o que realmente tem vontade. Mas meu corpo tem me mandando a mensagem clara de que não é bem assim! Que eu posso, e devo, tentar fazer as coisas que eu tenho vontade, que o meu peso ou o meu tamanho, não deveriam me impedir! Eu só descobri isso, confiando nele! E isso é bom demais!

terça-feira

Não to Aqui pra Aceitar Falha, More!

Photo by Jeremy Cai on Unsplash

Tem algum tempo que li esse post do Hello Giggles que tem como título 'How telling women to "love" their bodies all the time is actually body-shaming' ou, em português 'Como falar para mulheres amarem seus corpos o tempo todo, na verdade pode ter o efeito contrário'. Rejeitei o título logo de cara, mas (ainda bem) decidi ler o texto mesmo assim.

Resumindo, o post fala sobre como o termo "body-positive" foi tomado pela mídia e por empresas que distorceram o seu significado, fazendo com que ele voltasse a referenciar um padrão de beleza branco. Fala sobre como isso de "amar o seu próprio corpo o tempo todo" virou só mais um item na lista de obrigações das mulheres e que ta tudo bem não gostar do seu corpo sempre.

Mesmo tendo alguma noção de tudo isso, o movimento de "body-positivity" nunca perdeu o significado pra mim, nunca me pareceu uma imposição, soa mais como um lembrete amigável, "é muito bacana estar em paz com o seu próprio corpo independente do que a sociedade diz sobre ele, acho que você devia tentar fazer isso". Por isso fiquei meio revoltada com o título do texto, mas la pela metade dele já fui lembrada de que é importante entender que eu não posso esperar que o mundo inteiro enxergue as coisas como eu e que a jornada de amor próprio de cada pessoa é sempre muito única.

Mas o que eu realmente quero falar aqui (perdoem esses três parágrafos de introdução, eles foram necessários) é que, a partir desse texto, comecei a refletir sobre isso de "aceitar as suas falhas". Pedir pra que eu aceite as minhas falhas, implica na existência de algum ser perfeito que não possui nenhuma delas, mas, paciência, eu não posso me igualar a esse ser. Só que isso não existe! Sem photoshop -prepara o coração pro clichê- ninguém é perfeito!

Talvez o pensamento mais saudável seja: galera, estria não é falha, gordura não é falha, celulite não é falha, cicatrizes não são falhas, pelos não são falhas, etc, etc... tudo isso é natural e faz parte de ser humano. Então a gente não tem que aceitar porcaria de falha nenhuma, porque na real elas não existem! É realmente muito inteligente, em um mundo capitalista, fazer mulheres acreditarem que elas tem que eliminar todas essas coisas, porque, afinal de contas, absolutamente todas as mulheres do planeta Terra terão pelo menos uma delas. Aí é só fornecer produtos e serviços que prometem eliminar essas coisas e -tcharã- teremos uma fortuna. Entende o meu raciocínio?

Nós fomos manipuladas para acreditar que temos falhas que precisam ser corrigidas! É claro que o slogan "aceite as suas falhas e seja feliz" também pode ser positivo, dependendo de onde você está na sua jornada to ~self love~, do seu momento de vida, etc. Mas gostaria de plantar essa sementinha no seu coração: você não ta nesse mundo pra aceitar falha nenhuma não, porque esse rolê de falha na verdade é uma grande cilada!

Número de vezes que a palavra "falha" foi utilizada nesse texto: 12.

segunda-feira

Responsabilidade Emocional - Uma Reflexão

Comecei a assistir Grey's Anatomy! Não sei bem o que me impedia de assistir antes (provavelmente o fato de estar na DÉCIMA QUINTA temporada), mas o fato é que comecei. E assistindo ao último episódio da segunda temporada, lembrei de como cultura pop no geral pode servir pra gente entender o mundo e as pessoas. Como eu sou um exemplo de ser humano que decidiu se enfiar no fandom depois de mais de uma década de série, sei que ainda tem muita gente que não assistiu então vou tentar não dar spoilers.

Tem uma personagem que claramente se importa muito com outra pessoa. Essa outra pessoa está passando por um momento absolutamente difícil e decisivo e precisa de todo apoio que ela puder ter, mas aí, em um momento, a primeira personagem só observa de longe essa pessoa com quem ela se importa sofrendo sozinha e depois se afasta. Eu revirei os olhos assistindo essa cena, pensei "ela tem que decidir se está do lado dele ou não!", mas com mais alguns minutos de episódio vi essa primeira personagem desabafar, aos prantos, que nunca tinha sentido tantas coisas até aquele momento, que ela sabia lidar com qualquer coisa, que sempre teve as respostas, mas que agora estava muito difícil decidir o que era a coisa certa e fazê-la.



Foi com essa cena, a do desabafo, que eu fui lembrada que ta todo mundo tentando! Pessoas más existem, mas, na maioria das vezes, ninguém é um gênio do mal! Ninguém (ou quase) faz coisas com a intenção de machucar as outras; se afastar, não responder uma mensagem, se aproximar demais, voltar depois de um tempo longe, mostrar que se importa, ter medo de mostrar que se importa... no geral, nada é feito pra traumatizar alguém ou pra reforçar algum trauma. E é importante lembrar disso! Mas isso não é o suficiente! Acho que a gente tem direito de ter medo, tem direito de não saber lidar com alguma situação e tem direito de ter tempo pra pensar em como a gente quer resolver os nossos problemas. Só que quando as nossas ações podem afetar outra pessoa (sendo essa outra pessoa importante pra gente ou não), é nossa responsabilidade se importar com isso!

Eu ia ficar elucubrando aqui, falando sobre a importância de lembrar que os sentimentos de todo mundo importa, mas isso pode ficar muito abstrato, ou soar muito clichê então vou tentar ser prática e usar exemplos. Uma situação que eu vejo acontecendo com muito mais frequência do que eu gostaria é a seguinte (vou tentar usar genderless names aqui, ok?): quando Lucimar está mais envolvido na relação do que Yvoti, Lucimar sofre, espera que Yvoti dê valor para os seus sentimentos, exige respeito. Mas quando Edilei está mais envolvido do que Lucimar, Lucimar se acha irresistível, "ah lá Edilei apaixonade por mim!", Lucimar se irrita porque Edilei continua procurando Lucimar mesmo depois dele tentar sumir sem dar satisfação. Ou seja, para Lucimar, seus sentimentos importam e devem ser respeitados, mas Edilei não pode exigir o mesmo tipo de consideração de Lucimar.


Responsabilidade emocional é, além de aceitar e respeitar o que nós mesmos estamos sentido, ter empatia com o outro, saber que do outro lado também existe uma pessoa com bagagem, com traumas, que está tentando seguir a vida da melhor maneira que pode. E, na boa? Isso é óbvio! Todo mundo sabe disso! Principalmente hoje que somos lembrados disso o tempo todo, quando você escolhe seguir a vida, sabendo que outra pessoa pode estar mal por causa das suas ações, é uma decisão consciente! Não estou dizendo que não podemos magoar ninguém, mesmo porque as vezes realmente não temos como dar pro outro o que ele precisa. Mas existem mil maneiras de deixar isso claro! Só o fato de falar pra outra pessoa "isso que você quer de mim, eu simplesmente não consigo te dar agora!" já mostra você sabe que o outro também sente e que esses sentimentos são válidos. Entende?

Vivemos em tempos difíceis, isso é inegável! A ansiedade é o mal do século, é doença moderna! E a gente sabe disso! Novamente, ta todo mundo tentando, a gente segue a vida na base da tentativa e erro. Por isso é importante tentar fazer, da maneira que der, com que os dias de todo mundo fiquem um pouco mais leves e isso começa na empatia.

As ilustrações nesse post são da Sara Herranz.

terça-feira

Maquiagem não tem Regras, Tem Efeitos

Photo by Oladimeji Odunsi on Unsplash

Há alguns anos eu não perderia a oportunidade de participar de qualquer curso de automaquiagem que cruzasse meu caminho. Mesmo já tendo uma boa noção de como me maquiar, era sempre uma oportunidade legal pra testar produtos diferentes de marcas que eram novas pra mim e o estoque de truques e técnicas era sempre renovado.

Até o momento em que a ~cagação de regra~ desses cursos começou a me incomodar. Isso ficou bem claro pra mim quando, no último desses cursos que participei, uma das alunas passou lápis preto na linha d'água causando a ira da senhora que estava ensinando a gente. A tal senhora ficou repetindo "você matou a maquiagem" por alguns segundos e tudo o que eu queria era dizer pra moça que estava tudo bem e que ela não tinha matado nada não.

Por isso costumo dizer que maquiagem tem "efeitos" e não "regras". Por exemplo: é proibido passar lápis preto na linha d'água? De jeito nenhum, mas saiba que isso causará a ilusão, ou seja, o efeito de que os olhos parecem menores do que realmente são, por isso é recomendável que, quem tem olhos pequenos, não faça uso do lápis dessa maneira. Mas se a pessoa gosta de ter olhos pequenos, ou, por algum motivo, precisa que seus olhos pareçam menores, usar lápis preto na linha d'água é a melhor maneira de atingir esse resultado.

Outro passo da maquiagem que costuma ser uma cagação de regra sem fim é o contorno. O contorno normalmente é ensinado de maneira que todo e qualquer rosto se aproxime o máximo possível do oval e de um padrão branco. Ou seja, quem tem maxilar quadrado tem que suavizá-lo, quem tem a testa grande tem que fazer com que ela pareça menor, quem tem nariz largo tem que afiná-lo e por aí vai. A minha opinião é que isso deixa o processo todo de aprender e fazer contorno bem chato e a real é que é divertido ir testando técnicas diferentes e ver como o seu rosto muda e o que te agrada mais. Se você tem orgulho do seu nariz largo, por exemplo, não tem que afiná-lo coisíssima nenhuma.

É claro que existem aspectos que deixam uma maquiagem mais ou menos bonita como uma sombra bem esfumadinha, o tom de base certo, um delineado bem feito, cores que se conversam, etc. Mas no geral o importante é fazer uma make que faça com que você se sinta bem, independente do padrão que as pessoas podem achar que você precisa seguir.

Em suma: se joga porque maquiagem é diversão e não restrição, meu bem!

quarta-feira

A Ilusão do PP Plus Size

No dia 28 de janeiro de 2018, eu e minha irmã colocamos os nossos melhores looks pra ir até a edição "Pool Party" do Bazar Pop Plus Size. Pra quem não sabe, o Bazar Pop Plus acontece quatro vezes por ano em São Paulo e reúne marcas muito legais que trazem roupas incríveis com numerações grandes pra todo mundo que usa manequim acima de 46 poder aproveitar. Nem vou entrar (muito) no mérito do porque o evento é tão legal, só vou dizer que é maravilhoso olhar em volta e saber que todas as marcas terão roupas que te servem, que terão um caimento legal no seu corpo, que todas aquelas marcas te enxergam e querem que você saia lindíssima por aí com as peças que eles produzem.

Mas esse post não é sobre o bazar, é sobre uma conversa que nós escutamos sem querer naquele dia. O negócio é que era um dia quente de verão, tinha muita gente se espremendo em volta da piscina e tava difícil não escutar conversa alheia, e foi aí que eu ouvi duas pérolas. Pérola número 1: "Nossa, eu to me sentindo até magra aqui!" e pérola número 2: "Eu gosto da marca X porque eu uso o PP deles". Vou ter que respirar fundo pra continuar esse texto, mas segura na minha mão e vamos juntas!

Foto: @felipemariano

Sobre a pérola número 1: se você, que está lendo esse texto, é uma pessoa gorda, olha pra outra pessoa mais gorda que você e pensa "ai, ainda bem que eu não sou tão gordo assim", estou enviando o meu pescotapa virtual pra você. A gente (os gordos) sofre todo dia com autoimagem, com preconceito velado, com gente "preocupada com a nossa saúde", com pessoas que não conseguem lidar com a palavra "gordo" fora de um contexto pejorativo, etc, etc. Aí me aparece outro gordo que propaga o preconceito que ele mesmo sofre, com outra pessoa gorda! Faça-me o favor, gente! Ser "menos gordo" que outros gordos não te faz melhor do que ninguém. Do mesmo jeito que magros não são melhores do que gordos só por serem magros. Entende? Não é legal repassar o preconceito que você sofre e isso, sinceramente, deveria ser óbvio! Principalmente em um evento como o Bazar Pop Plus no qual o único pensamento deveria ser algo parecido com "que foda que todo mundo que ta aqui vai encontrar roupas legais pra comprar!".

Sobre a pérola número 2: Não adianta nada ~militar~ nas redes sociais, ir a eventos maravilhosos como o bazar pop plus que foi feito pra gente não se sentir um ET comprando roupas, exigir respeito independente do número do seu manequim e no final do dia, ficar feliz porque você se encaixou em um padrão magro. Nós não precisamos de roupas PP, meus amigos! Precisamos de roupas que sirvam e nos caiam bem, que façam com que a gente se sinta feliz e confiante! Sem querer estourar a bolha de felicidade da colega que soltou essa frase, mas a peça PP dessa loja específica, continuaria sendo 46 em qualquer outra marca.

Foto: @felipemariano

Eu sei que não é do dia pra noite que a gente para de desejar ser magro. A gente escuta tanta coisa que não precisaria escutar se fosse magro e isso realmente faz parecer que ser gordo é a fonte de todos os nossos problemas, mas eu juro que não é. E se quisermos respeito pra gente, também precisamos dar pra todo mundo que está na mesma luta, que defende a mesma causa. Se eu não consigo nem levar a sério uma pessoa que passa pelos mesmos perrengues que eu, como posso exigir que outras pessoas me levem a sério? Ainda usando o Bazar Pop Plus como exemplo, se quisermos que mais marcas nos enxerguem, a gente tem que dar as mãos sempre. Assim conseguimos chamar atenção e dar luz as nossas necessidades, mostrar que estamos aqui e que a gente importa sim. Então, em suma, vamos fazer um esforço pra lembrar que a gente não é melhor do que ninguém só por causa do número do nosso manequim, valeu?

Foto: @felipemariano

O Bonde das Tendências

Photo by Eye for Ebony on Unsplash

Para as pessoas que não tem lábios cheios como os que a Kylie Jenner conseguiu depois de alguns preenchimentos: ta tudo bem! Eu chutaria que em algum tempo, eles não serão mais tão desejados quanto são hoje. Na verdade esse é só um exemplo de algo que parece ser o "certo" quando falamos de beleza, mas na verdade é uma tendência.

Um exemplo muito prático de que tendências de moda e beleza mudam com o tempo é aquela tia avó que olhou bem fundo nos nossos olhos numa reunião de família e soltou o famoso "nossa, como você ta bonita! Ta gorda!", porque ser gorda era o "certo" na época dela. Em um tempo em que toda a família tinha que trabalhar no campo o dia inteiro com ferramentas pesadas pra conseguirem se sustentar, ser gordo era sinal de pouco esforço físico, ou seja, status, ou seja, todo mundo achava bonito porque todo mundo queria esse status, esse estilo de vida mais confortável.

O que eu quero dizer é: quase nada do que a gente enxerga hoje como bonito ou certo, continuará assim pra sempre. É claro que é legal estar na moda e ter todas essas coisas que são consideras bonitas no presente, mas as vezes a gente faz isso de uma maneira muito pouco saudável, e eu acredito muito que isso acontece porque esquecemos que tudo pode ser temporário.

Hoje vemos quem deixou as sobrancelhas fininhas nos anos 90, sofrer pra seguir a moda das sobrancelhas grossas e marcantes. Estamos vendo uma profusão de meninas que alisaram os cabelos há alguns anos, passando por transição capilar pra que os fios voltem a enrolar. Então, o meu conselho é: relaxe! Se você quiser muito, muito mesmo seguir as tendências, tente fazer isso da maneira menos definitiva possível, sem processos que envolvam agulhas, lâminas ou muitos produtos químicos. E se lembre que você não precisa seguir as tendências pra ser bonita(o) ou moderna(o).

Uma maneira bem divertida de lembrar que essas coisas são temporárias são os vídeos das tendências através das décadas, então deixo alguns aí em baixo pra você ver:





terça-feira

A Oficina de Cosméticos Naturais da Com Amor Florinda

No dia 22 de outubro de 2017, um domingo, fui até a Casa Jardim Secreto participar da Oficina de Cosméticos Naturais que foi ministrada pela Fabi, que também comanda a Com Amor Florinda produzindo e fornecendo os mesmos cosméticos que ela nos ensinou a fazer.

Um dos primeiros produtos naturais que eu consumi foi o hidratante facial da Com Amor Florinda, que fez bastante diferença pra saúde da minha pele. Por isso não precisei pensar muito na hora de comprar uma vaga na oficina.


Fizemos um hidratante que pode ser usado no rosto, corpo e cabelo a base de manteiga de mururu e manteiga de cacau, um esfoliante de café a base de óleo vegetal (no meu, coloquei óleo de gergelim), desodorante com leite de magnésia e vodka e hidratantes labiais a base de cera de soja e manteiga de cacau. Todos com algumas gotas de óleos essenciais, utilizados sempre com os conselhos da Fabi que foi explicando as funções e riscos da utilização de cada um deles.

A energia da oficina foi incrível! Uma das coisas que mais me marcaram foi a Fabi contando que se sentia presa consumindo os produtos de grandes empresas e corporações e que decidiu criar essas oficinas pra que o conhecimento não ficasse só com ela. Isso me mostrou o comprometimento da Fabi com a causa ambiental.

Já tem um tempo que tenho usado os produtos que fizemos e estou amando tudo. Uso o esfoliante uma vez por semana e o hidratante sempre que sinto necessidade. Usei o hidrante no cabelo e ele deixou os fios brilhantes e com uma textura muito agradável. Também senti que foi até mais fácil ativar os cachos com o cabelo seco usando ele. Os hidratante labiais eu uso quase todo dia. Mas o que mais me surpreendeu com certeza foi o desodorante. É muito diferente de um desodorante industrializado por isso ainda estou me acostumando a ideia de usar só ele. O seu efeito não é tão duradouro quanto um rexona da vida, mas ele certamente já mostrou um desempenho melhor do que eu estava esperando. A grande diferença é que nós estamos acostumados com antitranspirantes que diminuem consideravelmente o nosso suor, e como o desodorante natural não tem essa função, ele vai permitir que o nosso corpo produza todo o suor que tiver que produzir.


Sou bem iniciante no consumo de produtos naturais, comprando um sabonetezinho de manjericão aqui, um hidratantezinho de melaleuca ali... mas a oficina fez crescer em mim todo um novo interesse pelo tema. Podem esperar uma Priscila naturebinha surgir aos poucos.

Pra conhecer mais sobre a Com Amor Florinda e a Casa Jardim Secreto e só clicar nos links no início do post.